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EXCESSO DE PESO É UM SÉRIO RISCO À VIDA DAS PESSOAS. ALÉM DE AJUDAR A EVITAR TRAGÉDIAS, LOJA PODE AUMENTAR VENDAS Caminhão com excesso de peso gera tanta tragédia e prejuízo que deveria ter, no mínimo, a mesma atenção que outros pneus bem menos perigosos (os famosos “pneuzinhos” abdominais) vêm recebendo da sociedade. A especialista em transportes Ieda Lima revelou em 2007 que um caminhão se acidenta no Brasil a cada cinco minutos. E que os piores acidentes invariavelmente envolvem sobrecarga. É claro que os freios, tendo de agüentar todo o excesso, exigem mais troca de peças (só para lembrar, o sistema pneumático compõe-se basicamente de compressor, reservatório de ar, cilindros, lonas e tambores –além das válvulas etc.). COLCHÃO DE GÁS Mas, para poder chegar aos argumentos matadores dessa venda casada, é importante conhecer o que ocorre lá nos freios. “O maior problema do excesso de peso é o superaquecimento dos materiais de atrito”, explica o consultor técnico de Aftermarket William Bueno, da TRW (linha vai de compressores aos reparos de válvulas). Bueno lembra que a temperatura máxima suportada pelo material de atrito (a lona) é de 700°C. Acima disso, ela perde a resina (cola que mantém a massa compacta). Torna-se gasosa. Aí, em vez do contato lona/tambor, o que se tem é lona/colchão de gás/tambor. Cai o atrito, acaba o freio. José Saturnino, da Engenharia de Reposição da Knorr-Bremse, que fornece todo o sistema e é o único fabricante de freios a disco para veículos comerciais no país, lembra que o compressor é geralmente tido como o vilão da história. “Mas no Brasil não se cuida bem dele e nem do sistema. Um problema típico é o vazamento de ar: quando é audível, significa que já está problemático.” ARGUMENTOS “Num caminhão de 20 toneladas, mas com o dobro de carga, o que o pessoal faz é trocar o cilindro por um maior; mas fazem isso sem redimensionar o conjunto”, aponta. Este excesso de força vai gerar desgaste e vitrificação nas lonas, entre outros problemas. Outra “esperteza”: “envenenar” a válvula pedal. Projetada para as 20 toneladas do exemplo, mas com a missão de parar 40 toneladas, a válvula pedal vai receber, em vez da mola de borracha original, que garante a sensibilidade, uma substituta de metal. Esta, em vez de liberar pressão gradualmente, manda tudo de uma vez. O caminhão pára no ato. “Mas imagine esta freada repentina se o caminhão estiver vazio”, alerta Nogueira. Em cima desse cenário, estes especialistas sugerem argumentos de venda como: 1. Na troca do compressor, dá para vender também a troca do óleo. O argumento: óleo contaminado diminui a vida útil do compressor. Tudo isso sonhando sempre, claro, com o dia em que não haverá mais caminhão com “pneuzinhos”.
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Eu sei que é triste a dor do parto, mas eu tenho que partir.
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