Iveco investe R$ 30 milhões em moderno CD de peças no interior paulista

A Iveco prossegue investindo em sua estrutura no país. A montadora inaugurou oficialmente no final de maio em Sorocaba, no interior paulista, um novo centro de distribuição de peças, projeto com investimento de R$ 30 milhões (fotos, divulgação).

Estrutura – O novo empreendimento da Iveco no Brasil, batizado COPI (Centro de Operações de Peças Iveco), tem 10 mil m² de área construída, com 100 mil m3 para o armazenamento de peças. Ele já está em operação plena desde março, quando foi finalizada a migração das operações do antigo centro de peças da montadora em Diadema (SP), de 5 mil m², que deixou de funcionar.
Detalhe do interior do COPI

Trata-se de um projeto tocado em parceria com outra empresa do Grupo Fiat, a CNH, que no mesmo local inaugurou uma nova fábrica de máquinas agrícolas e de construção. De acordo com o diretor de Pós-Venda da Iveco na América Latina, Maurício Gouveia, o projeto do COPI começou em 2007, junto com o plano de expansão da montadora no país. “O COPI nasceu da parceria da Iveco com a CNH. A Iveco ocupa uma parte desse complexo e dividimos com a CNH custos de administração, gestação, segurança, alimentação, controle de portaria. Com isso, mudamos de tamanho sem aumento de custo operacional”, explica.

Tecnologia – O COPI conta com moderna estrutura para distribuição de peças da marca no país. Um novo software de gestão, o CSPS (Commom Spare Parts System), por exemplo, adotado mundialmente pelo Grupo Fiat, controla totalmente a movimentação da peça no armazém, da entrada à saída. Ele tem um módulo que analisa continuamente o histórico de pedidos e identifica mudanças ou tendências de demanda. O aumento de vendas de certo modelo, por exemplo, pode determinar maior quantidade dessa peça em estoque. Outro, o Click, garante controle em tempo real de estoque, administrando variáveis como a diferente aceleração de vendas dos vários modelos de caminhões da Iveco.

No COPI, o trabalho é totalmente informatizado, desde o recebimento das peças (in-bound) até sua saída (out-bound). Ao chegar, a peça tem seu código de barras lido por pistolas de radiofrequência. O sistema imediatamente faz o registro físico e contábil, atualiza o inventário, indica onde ela deve ser armazenada. Quando a Iveco recebe o pedido de um concessionário, o sistema localiza a peça, dispara a ordem de coleta, registra a retirada da peça do estoque, dá baixa contábil e emite a nota fiscal. Gera, ainda, a documentação de transporte.
COPI: alta tecnologia para distribuição de peças da Iveco

Os concessionários colocam seus pedidos em um portal, no qual acompanham o faturamento, a expedição e o tempo de trânsito das peças. Pedidos de emergência são atendidos em até 24 horas, enquanto os pedidos de estoque da concessionária são embalados e prontos para o despacho em até 48 horas. O COPI adota também modernas tecnologias de logística de distribuição de peças, caso do carrossel de armazenamento de itens de grande frequência de saída (normalmente peças pequenas, como parafusos, por exemplo). Trata-se de uma torre com 10 metros de altura que funciona como se fosse uma roda gigante, tendo prateleiras no lugar das cadeiras, com capacidade de armazenamento de 1.500 part numbers (código de peças ou componentes) e localizado perto da área de despacho.
Um dos modernos equipamentos do COPI

Movimentação – Atualmente, a Iveco movimenta aproximadamente 37 mil part numbers diferentes. E o número tende a crescer, já que a montadora tem lançado duas novas famílias de produtos por ano. Para se ter uma idéia, cada novo produto significa a entrada de cerca de 4.500 novos part numbers. A expedição média da Iveco gira hoje em torno de 25 mil linhas (80 mil peças) e 135 toneladas por mês, três vezes mais do que a média mensal de dezembro de 2006. As peças vêm de 150 fornecedores brasileiros e alguns itens são importados dos centros de distribuição da montadora localizados na Europa e Argentina.

Verde – O complexo industrial onde funciona o COPI foi projetado dentro do conceito do “edifício verde”. No lugar do asfalto, cuja fabricação causa grande impacto ambiental, pois impermeabiliza o solo e cria o efeito de ilha de calor, foram utilizados blocos de concreto que permitem a absorção de chuva pelo solo. Um sistema que recupera águas de chuva para uso em vasos sanitários, na jardinagem e no sistema anti-incêndio, o que diminui em 30% a necessidade de água. O teto do depósito é feito de material translúcido, que diminui a necessidade de energia elétrica em até 15%.

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