Com o Vertis, Iveco terá “time completo”

Até o fim do ano, o médio apresentado na Fenatran de 2009 chegará às estradas e, com ele, a Iveco estará presente em todos os segmentos de veículos comerciais
Chico Amaro

Dois anos atrás, em entrevista à Carga Pesada por ocasião da corrida de Londrina da Fórmula Truck, o diretor comercial da Iveco Latin America, Alcides Cavalcanti, ao comentar as vendas, disse que a empresa estava “surfando neste momento favorável do mercado”.

Sendo uma montadora jovem no Brasil, a Iveco estava crescendo mais que as outras, naquele ano espetacular em que a indústria de caminhões vendeu 167 mil unidades no país.

O ano passado foi de crise econômica mundial (100 mil caminhões vendidos), mas este ano trouxe o ânimo de volta aos fabricantes – a expectativa de vendas é de 150 mil caminhões.

E a Iveco, como vai? “Rodando numa velocidade superior à de 2008”, informa o diretor de Comunicação Marcos Piquini, que este ano foi quem recepcionou clientes na ala vip do Autódromo Ayrton Senna, na etapa de Londrina da Fórmula Truck, em agosto.

Piquini divulgou números assim: em 2008, foram vendidos 12 mil caminhões Iveco no país; este ano, a previsão é de 14 mil.

Mais: no fim de 2006, a Iveco tinha 3,5% do mercado de veículos comerciais; em julho de 2010, esse índice já era de 8%. “E ainda não entramos nos médios, de nove a 13 toneladas, que representam 20% do mercado brasileiro”, afirma o diretor. Esse espaço será preenchido com a chegada dos Vertis às concessionárias, até o fim deste ano.

Por falar em concessionárias, já são 94 e continuam aumentando “ao ritmo de uma por mês”, prossegue Piquini. Com 110, a Iveco terá “a cobertura ideal em todo o território nacional”.

A Iveco tem apenas 13 anos de Brasil, dos quais 10 de produção. Tem se saído muito bem. “Em menos de dois anos, desde dezembro de 2008, quando saiu o Tector, nossa participação nos semipesados elevou-se de 2% para quase 7%”, diz Piquini. “E esse é o maior segmento de caminhões do Brasil, 30%, onde a disputa pelo cliente é mais intensa.”

Como se explica o sucesso? “O Tector é um caminhão que, quem dirige, compra”, afirma Marcos Piquini. A Iveco mira na satisfação do cliente. “Estamos em segundo nesse quesito, segundo pesquisa da revista Consumidor Moderno, o que já é uma excelente classificação para uma empresa jovem como a nossa.”

RENOVAÇÃO DE FROTA – Será que, com a entrada em operação de um número cada vez maior de caminhões mais modernos, o Brasil não está fazendo uma renovação de frota “à brasileira”, apesar da falta de ação do governo nesse sentido?

Diante dessa pergunta, Marcos Piquini reconheceu que, de fato, a média de idade da frota brasileira tem caído. “Graças ao bom momento da economia, o mercado saiu dos 80 mil ou 90 mil caminhões por ano para 150 mil. E isso tem efeito no perfil da frota.”

Mas esse aumento nas vendas não dispensa uma renovação de frota programada, que dependeria do governo e de outros agentes, lembra Piquini. “Um fator muito importante que justifica um projeto de renovação é a segurança. Caminhões muito velhos são lentos, andam com sobrecarga, têm freios ineficientes. Representam um tipo de risco que não se justifica hoje em dia.”

Reforçando essa opinião, o presidente da Associação Nacional dos Concessionários Iveco, Teodoro da Silva, disse à Carga Pesada que caminhões muito velhos continuam dividindo o espaço com os mais modernos mesmo nas regiões mais ricas do país. “Basta ver a idade de muitos caminhões que sobem do porto de Santos levando contêineres. A renovação de frota é uma grande urgência.”

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